quinta-feira, 18 de junho de 2015

O caderno de matéria

Esse é o que tenho a mais tempo
Mesmo ele mudando todos os anos
Aquele que serviu para meus primeiros poemas apaixonados
Viva o caderno de matéria!

Em uma folha, escrevia sobre os verbos, preposições e tudo o mais
Em outra, só conseguia ver você

Mas...
O caderno de matéria sempre sumia
E com ele, ia toda a divagação
Todos os versos sem rima
Que escrevia de coração

Quer saber?
Talvez assim seja melhor
Tenho medo de que
Algum dia, que seria pior
Essa poesia toda
Tosca
Apareça em algum lugar

Isso não ia ser nada bom

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