segunda-feira, 22 de junho de 2015

O Caderno verde

O segundo caderno foi verde
Verde como...
Verde como o quê?
Verde como...
Não sei...

Verde como as folhas de uma árvore
Que ficava em frente a minha casa
Verde como...
Não sei...

Quer saber?
Na verdade
Acho que todos esses
Não sei
Na verdade eu sei

Aquele caderno
Era verde
Como os olhos dela

Sim...
Era esse verde mesmo.

O melhor poema

Foi a melhor noite
A melhor música
Os melhores amigos
A melhor garota

A melhor conversa
A melhor voz
O melhor olhar
A melhor noite
Melhor tudo

E mesmo esse sendo
O pior poema
Para mim, será o melhor
Só pela lembrança
Da melhor

Do caderno Amarelo

domingo, 21 de junho de 2015

Monólogo interior n° 1

Preciso de um caderno novo

Acho que esse mês vou precisar de um caderno novo...
Sei lá, por alguma razão parece que ainda tem muita coisa pra acontecer, e olha que só faz um ano que eu comprei o Caderno azul e comecei com essa mania de escrever tudo o que eu sentia (ou que acontecia ou que eu maquinava).
O Caderno azul ficou sem folhas em alguns meses, e aí veio o Caderno verde... Esse até que durou um bom tempinho, escrevi pouco depois que o comprei. Porém, as folhas desse caderno também tinham de acabar um dia não é? A vida passa, as coisas acontecem, a gente muda... E como muda! Mudei tanto que até as cores de caderno quis trocar. Passei do Azul pro Verde, OK, mas e agora? Não sei, talvez um vermelho, ou quem sabe um Amarelo? Quero uma cor quente dessa vez, afinal de fria já basta a vida, e as cores que andei escolhendo para esses cadernos. Mas espera aí, azul é com fria, isso já sabemos, mas e o verde? É frio, é quente, é o que?
Vou falar a verdade, é a primeira vez que paro pra pensar nisso. Não sei se verde é cor quente ou cor fria, e não estava com Internet disponível quando escrevi isso (agora não estou com disposição mesmo). Bem, pra mim verde deve ser uma cor neutra, mas vai saber, não entendo muito de Arte. Verde é cor que representa natureza, e a natureza tende a ser neutra com as coisas, então vamos dizer que verde é neutro. Ufa! Ao menos um pensamento eu consegui terminar nesse texto maluco. Mas espera aí, que tipo de texto é esse? Eu fiquei com vontade de escrever e saí jogando qualquer coisa que eu pensava no papel. Acho que comecei falando sobre espaço, cores... (relendo o texto)... Ah! Eu estava falando sobre os cadernos, e que as folhas desse aqui estão acabando! Era isso então...
Se as folhas do caderno estão acabando, eu não devia economizar folhas ao invés de ficar escrevendo essa... Essa... Crônica? Poema? Não, de jeito nenhum isso é poesia, está parecendo mais um daqueles capítulos de algum livro do Machado de Assis, onde o narrador sai totalmente do foco da história e começa a falar sobre qualquer coisa. Como é o nome? Digressão! Ou seria digreção? Droga, um dicionário ou corretor automático podem realmente fazer falta em alguns momentos da vida, mas enfim, acho que já falei demais e olha que isso era pra ser apenas um texto sobre a falta de espaço no meu Caderno verde. E eu ainda não decidi a cor do próximo caderno... Talvez amarelo seja uma cor legal... Quem sabe?
Ah! Tanto faz, eu decido na hora de comprar. Mas e sobre o tipo do texto? Ainda não pensei nisso. Hum, digamos que seja uma crônica, ou um monólogo, já que não sei a maneira certa de escrever digressão (ou digreção, vou descobrir se postar isso algum dia). Um monólogo soa bem, Um monólogo interior! Certo, esse é um monólogo! E o título, qual vai ser? Tanto faz! Eu decido isso daqui a pouco, estou com começando a ficar com fome. Mas o que comer?...

Do Caderno verde

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Alienado proposital

Em tempos conturbados
Tempos políticos, complicados
Ele preferiu se afastar

Todos falam sobre política
Todos têm uma opinião a dar
E num momento desses
Essa figura decidiu se alienar

Ah! Não o culpe, pobre coitado
O pequeno está apenas enjoado
Pois até um tempo atrás gostava de política
Mas as opiniões idiotas o deixam enojado

Então, segue nosso alienado proposital
Que depois de tantas ideias toscas
Decidiu ensurdecer afinal

Do caderno de matéria
Afinal, em todo lugar aparece um idiota não é?

O caderno de matéria

Esse é o que tenho a mais tempo
Mesmo ele mudando todos os anos
Aquele que serviu para meus primeiros poemas apaixonados
Viva o caderno de matéria!

Em uma folha, escrevia sobre os verbos, preposições e tudo o mais
Em outra, só conseguia ver você

Mas...
O caderno de matéria sempre sumia
E com ele, ia toda a divagação
Todos os versos sem rima
Que escrevia de coração

Quer saber?
Talvez assim seja melhor
Tenho medo de que
Algum dia, que seria pior
Essa poesia toda
Tosca
Apareça em algum lugar

Isso não ia ser nada bom

domingo, 14 de junho de 2015

O Caderno Azul

O primeiro caderno foi azul
Azul como minha vida estava

Era azul como o céu
Que eu olhava de longe de dia
Que eu olhava de longe de noite
Que eu erguia o braço
E não alcançava
Aquele céu inatingível
Me lembrava daquilo que eu não ia atingir

Mas
Por alguma razão
Não desisti de tentar alcançar
O céu azul ou as estrelas
Todo o sentimento a me pungir

Uma breve opinião sobre os domingos

Domingo

Odeio os domingos
São tão estranhos
Tão parados,
Tão, simplesmente
Domingo

 Ninguém faz nada
De suas casas, não saem
Ninguém corre, ninguém anda
Ninguém para a vida,se abre

No final das contas
Essa preguiça tem uma razão:
Viver de ilusão

Gente, sem tesão, sem tostão
Arrisque-se, veja as ruas
Quebre essa corrente
Beleza, lá encontrarás
Ao ver toda aquela gente
Contente
Em seu próprio faz de conta
Do caderno verde

sábado, 13 de junho de 2015

Sobre os cadernos

O nome do blog/página “Poesia de caderno” não é em vão, já que quase todo o meu trabalho em escrita está guardado em alguns cadernos que comprei exatamente pra isso. Até agora são três, cada um com uma cor, e cada cor com um significado dentro do meu mundinho que resolveu ver poesia em tudo que passa pelos meus olhos...

Daqui a pouco tempo vou começar a separar melhor cada caderno, cada cor e cada momento da minha vida em que os cadernos apareceram a ainda aparecem...

Até o momento são quatro cadernos:
O Caderno Azul
O Caderno Verde
O Caderno Amarelo
E O Caderno de Matéria (não-oficial)

segunda-feira, 8 de junho de 2015

O começo

Um belo dia
Resolvi comprar um caderno
No começo era pra anotar coisas da escola
Só que um dia resolvi escrever mais coisas
E no fim das contas, tudo resolveu
Virar poesia...