domingo, 21 de junho de 2015

Monólogo interior n° 1

Preciso de um caderno novo

Acho que esse mês vou precisar de um caderno novo...
Sei lá, por alguma razão parece que ainda tem muita coisa pra acontecer, e olha que só faz um ano que eu comprei o Caderno azul e comecei com essa mania de escrever tudo o que eu sentia (ou que acontecia ou que eu maquinava).
O Caderno azul ficou sem folhas em alguns meses, e aí veio o Caderno verde... Esse até que durou um bom tempinho, escrevi pouco depois que o comprei. Porém, as folhas desse caderno também tinham de acabar um dia não é? A vida passa, as coisas acontecem, a gente muda... E como muda! Mudei tanto que até as cores de caderno quis trocar. Passei do Azul pro Verde, OK, mas e agora? Não sei, talvez um vermelho, ou quem sabe um Amarelo? Quero uma cor quente dessa vez, afinal de fria já basta a vida, e as cores que andei escolhendo para esses cadernos. Mas espera aí, azul é com fria, isso já sabemos, mas e o verde? É frio, é quente, é o que?
Vou falar a verdade, é a primeira vez que paro pra pensar nisso. Não sei se verde é cor quente ou cor fria, e não estava com Internet disponível quando escrevi isso (agora não estou com disposição mesmo). Bem, pra mim verde deve ser uma cor neutra, mas vai saber, não entendo muito de Arte. Verde é cor que representa natureza, e a natureza tende a ser neutra com as coisas, então vamos dizer que verde é neutro. Ufa! Ao menos um pensamento eu consegui terminar nesse texto maluco. Mas espera aí, que tipo de texto é esse? Eu fiquei com vontade de escrever e saí jogando qualquer coisa que eu pensava no papel. Acho que comecei falando sobre espaço, cores... (relendo o texto)... Ah! Eu estava falando sobre os cadernos, e que as folhas desse aqui estão acabando! Era isso então...
Se as folhas do caderno estão acabando, eu não devia economizar folhas ao invés de ficar escrevendo essa... Essa... Crônica? Poema? Não, de jeito nenhum isso é poesia, está parecendo mais um daqueles capítulos de algum livro do Machado de Assis, onde o narrador sai totalmente do foco da história e começa a falar sobre qualquer coisa. Como é o nome? Digressão! Ou seria digreção? Droga, um dicionário ou corretor automático podem realmente fazer falta em alguns momentos da vida, mas enfim, acho que já falei demais e olha que isso era pra ser apenas um texto sobre a falta de espaço no meu Caderno verde. E eu ainda não decidi a cor do próximo caderno... Talvez amarelo seja uma cor legal... Quem sabe?
Ah! Tanto faz, eu decido na hora de comprar. Mas e sobre o tipo do texto? Ainda não pensei nisso. Hum, digamos que seja uma crônica, ou um monólogo, já que não sei a maneira certa de escrever digressão (ou digreção, vou descobrir se postar isso algum dia). Um monólogo soa bem, Um monólogo interior! Certo, esse é um monólogo! E o título, qual vai ser? Tanto faz! Eu decido isso daqui a pouco, estou com começando a ficar com fome. Mas o que comer?...

Do Caderno verde

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